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Competição: Felipe Nasr confirmado na Fórmula E

Competição: Felipe Nasr confirmado na Fórmula E

Piloto é um dos quatro brasileiros que correm na prova de elite de carros totalmente elétricos criada em 2011

Com um currículo que inclui a participação na Formula 1, o piloto Felipe Nasr é mais um brasileiro na Formula E, competição de elite do automobilismo mundial que usa apenas veículos 100% elétricos. Ele assumiu o número 6 da Penske EV-3ª, da equipe Geox Dragon e teve sua estreia no E-Prix da Cidade do México, realizado nos dias 15 e 16 de fevereiro.
Felipe destaca que “a Fórmula E deu grandes passos desde que começou e agora está mostrando o caminho para o futuro, não apenas expandindo os limites da tecnologia dos veículos elétricos, mas também a maneira como as equipes e pilotos competem em um formato de evento desafiador realizado em um único dia nos centros de algumas das principais cidades do mundo”.
Para Jay Penske, proprietário e chefe de equipe da Geox Dragon, Felipe “traz consigo incríveis credenciais, um intelecto de corrida e o desejo de alcançar o sucesso no campeonato”. Fundada em 2007, a Geox Dragon competiu por muitos anos na IndyCar e foi uma das fundadoras do ABB FIA Formula E Championship. A equipe está sediada cidade de Los Angeles, no estado norte-americano da Califórnia – o maior mercado metropolitano de veículos elétricos do mundo – e tem operações adicionais em Silverstone, no Reino Unido.
A Formula E, que atualmente tem 11 equipes disputando as provas, conta com expressiva participação de pilotos brasileiros. Além de Felipe Nasr, estão no torneio Lucas De Grassi, Nelson Piquet Junior e Felipe Massa. No entanto, nenhuma corrida será realizada no Brasil.

Saiba mais sobre a Formula E
Criada em 2011, a competição tem somente corridas de rua e um de seus objetivos é demonstrar, de forma acessível, o potencial da mobilidade sustentável para ajudar a criar, segundo seus organizadores, “um mundo melhor e mais limpo”. Sua estreia global foi em 2014 nos terrenos do Parque Olímpico de Pequim. As 11 equipes do torneio têm a participação de fabricantes mundiais de peso do setor automotivo, como Jaguar, Nissan, BMW, Audi, DS e Mahindra.
A temporada 2018/2019 está trabalhando com veículos da segunda geração (chamados de Gen2). Eles têm o dobro da capacidade de armazenamento de energia do carro Gen1, o que permite aos pilotos percorrerem toda a corrida sem precisar de paradas para troca de baterias. Os modelos têm 250 cavalos de potência, aceleram de 0 a 100 km por hora em 2,8 segundos e atingem velocidade máxima de 280 km / h.
Além de usar motores não poluentes, a competição também se preocupa com a sustentabilidade em outros aspectos. Em relação às baterias, por exemplo, ela está usando tecnologias para reciclar os componentes de lítio usados durante as primeiras duas temporadas.
O processo compreende triagem, desmontagem e reciclagem com recuperação dos metais com valor de mercado. O objetivo é “fechar o circuito”, ou seja, evitar que o meio ambiente seja exposto a compostos perigosos e fazer com que todos os materiais voltem a ser usados dentro da própria competição.